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Disponível a 01/06/2026.
Está hoje perfeitamente demonstrado que nenhum de nós tem um controlo permanente sobre o seu comportamento. Por vezes, o comportamento “acontece-nos”!
Mas tal não significa que não seja imprescindível adquirirmos os “bons hábitos” necessários que nos permitam “automaticamente” (e sempre) respeitar os outros, sermos empáticos e seres humanos socialmente irrepreensíveis. Trata-se assim de, desde que nascemos e ao longo das nossas vidas, termos uma possibilidade e uma responsabilidade.
A possibilidade daqueles que nos devem preparar para a vida o fazerem de modo conforme com o que as nossas inteligências físicas, mentais, sociais, emocionais e espirituais lhes “exigem”. A responsabilidade de, enquanto treinadores comportamentais (como pais, professores, líderes empresariais, políticos, treinadores desportivos, etc.), nos responsabilizarmos pelo treino comportamental dos nossos filhos, alunos, colaboradores, cidadãos ou atletas.
Como? Potenciando os EUs ao serviço do TODO, mediante os valores, as crenças e as regras sociais vigentes e consideradas mais adequadas. Experimentando, vendo, imitando, errando e aprendendo com os erros. Permitindo-lhes desde tenra idade a aquisição de uma “sabedoria corporal” por via do ensino e treino que lhes proporcionemos.
O comportamento humano é, em simultâneo, uma relação e uma experiência, o que nos impõe, como educadores, formadores e treinadores, proporcionar a todas as nossas crianças e jovens uma experiência de vida assente numa determinada prática. Não se trata “só” de aprenderem (adquirirem conhecimentos), mas principalmente de como treinarem e adquirirem os hábitos considerados humanistas e humanizadores.
Ou seja, precisam de “Viver a Vida”!
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“Jorge Araújo sustenta que o significado central de “Viver a Vida” reside na aquisição de hábitos comportamentais, na medida em que estes constituem a base estruturante do comportamento humano, do qual dependem a saúde, a produtividade e a felicidade. O processo de humanização ocorre, assim, através de um progressivo “saber do corpo”, adquirido pela repetição sistemática das ações e pela sedimentação de experiências corporais. […]
O Jogo, o Desporto e as Atividades Rítmicas Expressivas constituem práticas que permitem a crianças e adolescentes aprender a perceber, habitar e reconhecer o seu corpo, bem como as transformações que nele ocorrem, ao apropriarem-se das operações motoras que estas atividades envolvem. […]
Se, como Jorge Araújo demonstra, o comportamento e a cognição se desenvolvem através da experiência e da interligação constante entre o corpo vivido e o meio envolvente, torna-se imperativo questionar políticas educativas que persistem em desvalorizar o jogo, a motricidade e a educação física na infância. […]
Este livro, Viver a Vida, é, por isso, uma obra fundamental para políticos, pais, professores, treinadores e para todos aqueles que procuram compreender a intricada complexidade que caracteriza a condição humana.”
in Prefácio,
de Francisco Carreiro da Costa
Preview do livro disponível aqui.
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